sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Você se sente em casa?




Amantes de viagens sabem do que vou falar: da sensação incrível de estar em lugares inéditos, culturas curiosas, comidas exóticas, pessoas interessantes. Eu pergunto: Existe sensação melhor que a de explorar o desconhecido, de desfrutar do novo, de se maravilhar com possibilidades, de viajar?

Eu mesma respondo:

Sim existe, melhor que isso tudo é a volta pra casa.


O lugar não é inédito. É o mesmo de sempre, os mesmos móveis, as mesmas cobertas de cama, a mesma vista da janela, a mesma rua, as mesmas construções, mas você conhece, e, te dá um ar de familiaridade.
A cultura não é curiosa, e se for, você já está acostumado. São as mesmas situações, os mesmos probleminhas de sempre, mas as mesmas alegrias que te dão um ar de aconchego.
A comida não é exótica, é a mesma comidinha de sempre. É o feijãozinho cheiroso que só a mãe faz, é a macarronada caseira que só a vó faz, comidinha simples, nada demais, mas que dá um cheiro no ar que não se encontra em outro lugar.
As pessoas são as mesmas. Acontecem os mesmos conflitos, os mesmos erros, as mesmas vozes, os mesmos gostos, os mesmos jeitinhos, mas que dão um ar de família.

Nada como a sua cidade. Nada como a sua casa. Nada como a sua cama, a comidinha de casa, nada como a sua família. Pensando nisso tudo, o que me vem a mente é o fato de que em dado momento de nossas vidas (nos relacionamos com pessoas), algumas pessoas nos passam um ar ameaçador, outras um ar fechado e introspectivo, algumas parecem invadir nosso espaço, outras bagunçam nosso espaço, mas, eu estou querendo chegar justamente naquelas pessoas cuja companhia faz você se sentir em casa.

Você já sentiu isso? Acredito que algumas pessoas nunca vão experimentar isso e algumas vão experimentar 1 vez (2, quem sabe??). Quem já sentiu isso sabe bem do que estou falando (sensação incrível, bem melhor que viajar! É quando o abraço do amado é o seu lar...)

Relacionamentos assim são raros, são os relacionamentos onde não existem segredos entre o casal, onde tudo é compartilhado, onde tudo é feito às claras, onde existe cumplicidade, verdade. É quando tudo que você quer e espera está diante de você. É quando você não tem vergonha de cantarolar desafinadamente e embromar no inglês, quando não tem vergonha da alface no dente, quando tem tranqüilidade em falar dos seus planos futuros, dos seus sonhos, de suas dificuldades, quando você não tem vergonha nem medo de pedir ajuda. É quando você pode contar e, principalmente, quer, contar com seu amado. É o seu colo, sempre.
É magnífico, porém, não depende só do outro, depende também de estarmos abertos a isso, de queremos nos envolver, de queremos dividir, nos expor, é uma sintonia única, simples de tudo, sem maiores explicações, como a nossa casa... É um aconchego sublime. Tudo é mais leve, tudo é mais simples, tudo é mais gostoso, é quando o seu dia-a-dia é um eterno retorno pra casa...

(Se você tem isso, sinta-se premiado, e, claro, aproveite e sinta-se em casa)
(Se você não tem isso, reflita... você está realmente abrindo as portas de sua casa??)

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Fechado para reforma



Gostaria de agradecer a atenção e carinho das pessoas que seguem o meu blog e que me incentivam a continuar. Resolvi dar um tempo (não sei ainda quanto tempo) para colocar algumas idéias no lugar e achar o tão sonhado "caminho do meio" (adiante, em textos futuros, quem sabe eu volte a falar nisso). O blog é meu canto mas é um canto de vidro, transparente, exposto, e, às vezes precisamos de reflexão em silêncio, precisamos da "metamorfose silenciosa". E, quando o muro é baixo, o povo pula.



Agradeço do fundo do coração as pessoas que curtem os meus textos e sempre passam por aqui! Obrigada e até breve!

domingo, 28 de agosto de 2011

Cicatrizes




Desde o momento de nossa concepção estamos expostos. Os acontecimentos em geral nos influenciam, nos transformam, nos marcam, e, fazem de nós o que somos. Com os anos, com o crescimento, o amadurecimento, vamos somando experiências e claro, guardando suas marcas. Somos como impressões digitais: um diferente do outro, portanto, cada qual com suas marcas. Insisto em falar de marcas porque hoje meu pai deixou o hospital depois de 7 dias internado. Meu pai passou pela experiência de realizar uma cirurgia de alto risco, de muito trauma sendo apenas um jovem de 55 anos. Vemos diariamente situações parecidas, mais preocupantes, menos preocupantes. O fato é que, viver isso é único e marcante. Marca de várias formas. São inúmeras cicatrizes que num primeiro momento chocam, e, foi assim que encontrei meu pai, chocado. Então, o que eu disse ao meu pai foi que cicatrizes são apenas marcas, que logo estarão até mais bonitas, e que, isso é o que menos importa porque ao longo da vida vamos ganhando mais e mais cicatrizes. Algumas nós conseguimos enxergar, outras imaginamos, outras nem sequer fazemos idéia (às vezes percebe-se pelo olhar). Eu tenho 30 anos e tenho várias cicatrizes (algumas pequenas e outras enormes). São feridas que damos um jeito de curar, mas que nos acompanharão para sempre, dizendo o que vivemos, dizendo o que somos.


Enquanto jovens o que mais nos importa é a aparência e mais tarde vemos que isso é o que menos importa. O que é uma cicatriz?? É a prova de que vivemos. De que estamos expostos. De que somos frágeis mas que somos fortes. De que somos guerreiros. É a prova de que somos capazes de vencer obstáculos e de nos erguer, prontos para a próxima. Cicatriz é história pra contar. Cicatriz é vivência, mas cicatriz é passado superado.

(Tenho uma cicatriz na testa que não me envergonha. Alguns amigos brincam que parece tiro de chumbinho!! rsrsrs. Na verdade caí sobre um bule, o que é mais engraçado ainda!! Essa sou eu.)

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Você já teve um amigo que te carregou no colo?





Todos sabemos a importância das pessoas importantes na nossa vida (que tal isso??), sabemos a importância dos amigos. Quando falo amigos, não digo colegas, nem amigo de festa , eu digo aquele amigo que te tem como irmão, que vai com você até onde precisar, que passa fome com você se for preciso, que compra sua briga (você estando certo ou não). Amigo que não desiste de você. Amigo que busca incessantemente o seu sorriso, a sua felicidade. Amigo que não dorme enquanto não tem a certeza que você está bem. Amigo que te acolhe em casa, te acolhe na tristeza e no desespero, que te acolhe no abraço e não te solta nunca mais. Amigo que não te esconde a verdade, que é leal sempre, e que não vê razão na vida senão lutar ao lado das almas próximas. Amigo que acolhe sua alma como se você fosse um pedacinho dele, e então, você passa a ser. Amigo que mesmo distante fisicamente ou não tendo um contato freqüente está no mesmo lugar: no posto de amigo para o que der e vier. Amigo que tira forças, palavras e paciência do fundo do coração, simplesmente por gostar, por querer bem, por amar. Pela simples amizade...verdadeira (preciosidade).


(quem é seu melhor amigo?)




quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Piso na bola mas também faço gol




De fragmentos e pedaços somos feitos todos os dias e, todos os dias, somos feitos em fragmentos e pedaços. Com nossa particularidade nos fazemos e nos refazemos. Só nós sabemos de nós mesmos. Só nós sabemos a dor, só nós sabemos o amor, só nós sabemos se valeu a pena, só nós sabemos o peso de nossos atos. E dos tempos lá de trás sempre trago coisas: “Que atire a primeira pedra”...quem nunca se arrependeu, quem nunca se derreteu, quem nunca voltou atrás. Calma aí meu amigo, serenidade...porque ninguém passa ileso, e, sua hora também vai chegar. Hora de quê, Deus Meu?? Hora de tudo. Hora de perder e de ganhar. Hora de dar a volta por cima. Hora de pedir, hora de agradecer, hora de repensar, hora de se envergonhar, hora de compreender, hora de perdoar. E quando o cerco apertar, imploro ao bom Deus que tenhamos arremessado nossos pedaços apenas aos nossos pés, que não precisemos sair se esquivando, se justificando, se encolhendo. Que tenhamos vivido com maturidade e com humildade. Que saibamos reconhecer nossos valores e nossas fraquezas. Que saibamos viver sem segurar o choro, sem segurar o abraço, sem ter medo.
Que possamos repousar nossa consciência sem pesar, que possamos seguir sem lamentar, que possamos nos alegrar de termos sido justos.


(hoje é uma data especial)

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Alguém se importa??





Saber viver é uma arte, saber viver sem se abalar a todo instante é uma arte. É mesmo uma arte, ou é falta de sensibilidade? Algumas pessoas criam defesas naturais para não se deixarem abalar e realmente passam com mais facilidade pelas situações. Também é verdade que fazem isso com mais facilidade mas com menos emoção. Eu queria saber não ir tão fundo nas questões. Como se faz “vista grossa”? Como se faz para deixar pra lá? Como se faz para ignorar os defeitos e as pisadas de bola das pessoas que nos cercam e as nossas próprias? Como se faz para conviver com nossa imperfeição e admitir que erramos e que vamos continuar errando e errando? Como se faz para não cansar de presenciar imundícies por todos os lados e ter vontade de continuar fazendo parte disso?
Isso é não saber viver? É falta de exercitar a tolerância? É não ser sociável? Acredito que seja um pouco de cada coisa, eu acho... Não sei se é impressão, mas parece que está cada vez mais difícil de viver. As coisas parecem mais complicadas, mais envenenadas, mais superficiais, mais desgastantes, mais sem sentido. Sou eu ou está mais difícil viver?? Só eu ou ninguém mais se encaixa nesse mundo??
Eu odeio a maldade das pessoas, e nisso eu estou me incluindo também. Sou errada tanto quanto cada um que conheço e isso desanima. Desanima ver que está tudo errado e que todo mundo ainda tem que crescer muito, mas muito mesmo. Em meio a toda essa confusão eu tento achar um lugar confortável, mas não encontro nunca. Falta eu me encontrar?? É o que se fala por aí, sobre auto-conhecimento e tal. Mas alguém conhece alguém que é tão bem resolvido que simplesmente existe e não se deixa afetar?? Alguém que realmente acha que cada folha de árvore cai porque tem que cair? Sim, eu sou confusa, questiono demais, peco por excesso de insegurança, erro por ter baixo limiar de tolerância e me deixar abater com facilidade. Entristeço-me por ser intensa e não ter paciência. A ansiedade me consome. E tenho sido um peixe fora d´água.
(espero que seja uma fase, ou, vou morrer sem ar... ou sem água??)

sábado, 23 de julho de 2011

Grande perda: Amy Winehouse


Acabei de ver o noticiário na tv e ouvir o que eu esperava não ouvir pelo menos pelos próximos 30 anos: Amy Winehouse morreu. A notícia entrou cortante pelos meus ouvidos, ouvidos de uma fã, de uma profunda admiradora.



Amy era uma menina de 27 anos. Insegura, incrivelmente insegura. Carente. Problemática. Carregada de dores. Carregada de talento. Voz inconfundível, estilo único. Dói ver uma artista tão promissora como ela perder a vida por motivos óbvios: não saber lidar com suas inseguranças e suas dores. E sabe mais?? Como todos nós... Muitas vezes não sabemos lidar com nossas inseguranças, sofremos, fazemos outras pessoas sofrerem, nos sentimos sozinhos, desamparados, buscamos fugas e muitas vezes queremos sair correndo sabe-se Deus pra onde (um lugar seguro para nos refugiar). Infelizmente Amy buscou seu refugio nas drogas e na bebida. Sentia-se nitidamente apavorada quando estava em lugares com muitas pessoas, ficava claro seu desespero com a possibilidade de estar sendo avaliada, julgada, observada. E nós muitas vezes sentimos esse pavor também (ela colocava isso em suas composições). Amy era a fragilidade em pessoa, a insegurança estampada, era o medo de viver. Mas, quando resolvia cantar de verdade fazia todo mundo calar a boca, ela brilhante. Brilhante também foram suas origens na música. Ela ouvia Frank Sinatra quando pequena! Aprendeu a flutuar a voz com Billie Holiday, com Dinah Washington (e muito mais). Se inspirou no R&B, no jazz, no hip hop, no soul. Vou no comum: Uma menina branca com uma poderosa voz negra (cantores negros são donos das melhores vozes, alguém discorda?). O que ela fazia com a voz dela era brincadeira? Sim, ela brincava e sem fazer careta! E eu lamento muito o que ela podia fazer e não fez. Quanto poderia vir... Amy foi uma das grandes revelações, uma artista única. Registro aqui minha dor não só pela perda da artista (uma das minhas preferidas) mas também por ver um ser humano frágil, um menina deslocada (com a qual me identifico muito, a qual procuro entender) acabar assim, sozinha, vítima das drogas, vítima do mundo moderno, das transformações... Agora, orar para que fique bem onde estiver.



(Amy era muito original. Ninguém vai poder fazer o que ela faria, porém, espero que novos artistas se inspirem nela e em suas origens e que produzam bons trabalhos)

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Dose melancólica



Eu quero estar entre girassóis e tulipas, bromélias e gérberas, lírios...muitos lírios. Quero ver crianças soltando barquinhos de papel na correnteza de um límpido rio, torcendo junto a seus pais para que sigam sem afundar. Quero música, vozes afinadas, arranjos impecáveis. E quero aceitar o movimento contínuo dos relógios. Quero aceitar o prazo de validade das coisas. Quero aprender a conviver com lembranças...essas delícias não palpáveis. Quero tirar o nó da garganta. Quero parar de me lamentar pelas perdas e desfrutar mais das verdades do presente. Quero entender a sutileza dos sentimentos, a vulnerabilidade... Quero apreciar as artes sem sentir a dor por trás das poesias, ou melhor, não deixar que me envolvam a ponto de não ver as cores. Quero parar de me esconder e assumir minhas melancolias. Quero parar de querer e parar de frustar minha alma. Quero encontrar mais detalhes lindinhos da vida e esquecer que, em sua essência, a vida é triste. As pessoas, todas, convivem com dores diariamente, com frustrações, com decepções, saudades, vontades, arrependimentos. Quero desacelerar essa minha maratona desesperada e chorosa em busca de uma fuga. A vida é aqui e agora. E agora? Pra que lado devo olhar? Tudo parece triste e efêmero... Vou tomar uma dose de amnésia e esquecer a melancolia.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Simples Lembranças

Hoje o blog completa 1 ano e, por essa razão, selecionei (dentre vários textos que escrevi desde os 12 anos - saudades...) um texto que escrevi ainda no século passado! Mesmo quando muito jovens já recordamos, já temos saudades, já temos lembranças...

Simples Lembranças

No momento mais sensível,
Quando a lágrima ameaça cair,
Quando eu me encolho num canto,
E sinto meu corpo arrepiar...

Quando lembranças vêm à tona,
E as saudades me invadem,
Quando quero fazer mágica para recordar...

Quando me lembro de tudo,
Quando dramatizo o mundo,
Quando me desespero,
É quando quero,
Que tudo volte num tempo,
Em que tudo aconteceu.

Mas nada posso fazer,
Tudo acontece apenas uma vez,
Cada vez de um jeito,
De um jeito especial.

Quando a vida nos surpreende,
É quando se aprende,
Que tudo é passageiro,
Mas que tudo tem um fundamento,
E que tudo marca um momento
da nossa vida...

terça-feira, 17 de maio de 2011

Aniversário



É com satisfação que vejo este blog completantando (no próximo mês) 1 ano. Nasceu de uma simples idéia e hoje é um cantinho acolhedor, onde posso me "esconder" e me "despir" se eu quiser e quando quiser. Durante 1 ano muitas coisas acontecem (qualquer pessoa pode confirmar isso) e comigo não foi diferente. Inúmeras lembranças, alegrias, quanta risada, quantas lágrimas, quantas amizades, quantos sentimentos! Sou grata às pessoas que acompanham meu blog e que dividem comigo sentimentos diversos. Sou grata às pessoas que se fazem presente na minha vida, que se fizeram presente e anseio pelas que virão fazer parte dela. A vida é linda quando escrita em cores! Minha vida sem dúvidas é colorida, tem seus cinzas, seus vermelhos, seus rosas, seus azuis, seus brancos. Eu gosto das cores que as pessoas acrescentam. Adoro pessoas laranjas! Adoro as estampadas! Adoro os sentimentos sinceros, adoro o companheirismo! Vou continuar usando canetas coloridas, usando aquarelas e colorindo as pessoas ao meu redor! Continuar me deixando seduzir pelas companhias agradáveis e fiéis, por pessoas do bem, que querem o bem, que vivem o bem, que vivem de bem! Viver rodeada de amor é viver em cores! Eu amo! Eu amo!

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Meu amigo imaginário

Sempre tive um amigo imaginário, o mesmo, sempre. Hoje ele tem 12 anos de idade e chama-se Robert Harrison Zimmerman Cash. Digo "sempre" porque ele está em minha vida há muito tempo, mal lembro dele não ter estado nela. Robert me acompanhou em muitos momentos, muitos esteve presente e em outros se fez presente mesmo à distância. Sempre gostei muito e admirei muito o intrigante Bob.

Sabe...Bob sempre me surpreendeu com sua amizade, com suas idéias, com seus conselhos. Robert sempre foi especial. Desaparecia por um tempo mas logo voltava, era leal. Muitas vezes eu me peguei falando dele para as pessoas, na maioria das vezes com admiração e até encanto. Robert sempre foi meu melhor amigo. Ele surgia nos lugares mais inusitados, muitas vezes em lembranças... Meu companherinho de vida: Bob. Eu nunca estive completamente sozinha e desamparada, sempre tive sua mão estendida, sempre reconheci Bob de olhos fechados. Tínhamos um pacto de sinceridade (até o fim) e eu ainda cumpro esse nosso acordo e eu acho que ele também, não quero acreditar no contrário. Esse meu amiguinho não tem igual, não tem parecido, não tem comparação.

Robert às vezes atropela algumas coisas, ele argumenta muito bem e às vezes argumenta quando não devia. Mas sabe...eu também faço isso e nós dois sabemos que em alguns momentos não se deve retrucar e sim, admitir que não fez certo. Acho que me identifiquei tanto com ele justamente por sermos parecidos em muitas, muitas coisas mesmo e por reconhecer no outro as suas fraquezas. Nunca imaginei minha vida sem pelo menos ouvir um barulhinho do Bob, sempre quis ele por perto, sempre apreciei sua companhia e seu jeitinho. Nossa, ele completa 13 anos neste ano e nós deveríamos comemorar essa nossa união, mas, Bob me deixou confusa esses dias. Parecia diferente, distante e impaciente. Fiquei triste. Meu amigo não parece ser o mesmo. Será que eu não fantasiei muito sobre ele? Quem sabe ele nem soubesse da importância que sempre teve. Ouvi dizer que se diz "eu te amo" a um amigo que gostamos de verdade, e, infelizmente eu nunca tive essa habilidade. No entanto, acho que Robert precisa saber: Eu te amo meu amigo. Quem sabe você seja fruto da minha imaginação mas peço que não vá embora como um fantasma que se desintegra no ar. Eu tento entender que quem sabe nossa amizade tem essa idade: 12 anos, e só...

Bob, não machuque meu coraçãozinho, por mais descompassado que ele possa ser, ele te ama de verdade e sempre sentirá sua falta nos momentos que você não estiver presente.

Sabe amigo, você é muito importante pra mim, mas, sei que nossas escolhas somos nós que fazemos. Sabe Bob, fiquei chateada quando descobri que você derrubou tinta nas minhas fotos nos últimos meses. Sei que até posso, ou podemos, tentar limpar, mas sempre ficam manchas e marcas. Elas nunca serão as mesmas. Mas, sabe Bob, quem sabe pudéssemos tirar juntos novas fotos e você esquecer a história da tinta, será que você faria isso?? Faria por mim? Faria por você? Penso mesmo em começar um álbum novo, não descarto a possibilidade de que você faça isso comigo. Sabe, lembro que brinquei de esconde-esconde com você e você sempre disse que eu me escondia muito bem. Eu preciso admitir Bob, eu sempre estava na sua frente, pra onde você nunca olhava. Queria também falar das boladas que te acertei ultimamente, acertei sem querer e te dei umas dores de cabeça. Acredite Bob, não foi de propósito. Nunca faria isso com meu melhor amigo. Aliás, não tome dipirona, você é alérgico e fica com a cara engraçada. Engraçado Bob, compartilhamos muitas coisas, não é? Muito obrigada por me ouvir, você é o melhor ouvinte. Então ouça: meus sentimentos são de verdade.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Entardecer


É hora de parar para assistir ao espetáculo do fim do dia. O sol está caindo a oeste em cores vibrantes, em silêncio, mas, escandaloso.


O entardecer ofusca nossos olhos, forçando-nos a espremê-los como num ato de reverência ao deus Sol.

O fim de tarde é aveludado, é sublime, é lindo. Neste momento o dia se despede, sem discrição, justamente para anunciar e encerrar uma jornada.

O entardecer é reflexivo, ou, deveria ser. O que você fez do seu dia? Você cumpriu suas tarefas? Você ajudou alguém? Você foi além das expectativas? Amou? Valorizou os pequenos gestos? Rezou? Abraçou? Está em paz consigo mesmo? O dia já pode anoitecer? Você conseguirá dormir? O sono será tranqüilo?

Às vezes passamos a noite em claro como se ainda estivéssemos no entardecer... São dias que deveriam ser maiores para que nossos conflitos fossem resolvidos antes da hora de dormir. Dias curtos em que o entardecer emenda com o amanhecer, em que as estrelas passam despercebidas porque os olhos estão voltados para dentro, para o outro, ou para alguma coisa mal resolvida.

Prazerosos são aqueles dias em que o entardecer é um presente para o dever cumprido e para a alma lavada, para a alma amada, para o coração confortado... Prazerosos são aqueles dias que têm noites, em que se repousa, em que se dorme com um discreto sorriso nos lábios e no coração.

O entardecer te pergunta: Você está maravilhado com minhas cores e meu estardalhaço? Ou só mais hoje seu dia não acaba bem? Você consegue apreciar o espetáculo ou sente náuseas ao ver que ele se aproxima? Você está apto a desfrutar das cores e do veludo com o espírito leve e feliz?

Como foi seu dia, querido??

domingo, 3 de abril de 2011

Somos feitos de quê?

Somos feitos de peito.

Somos todo coração?

Na verdade somos todo peito, um incrível tórax para bater de frente. Somos feitos para suportar tudo e qualquer coisa que encontrarmos em nosso caminho, com cabeça erguida e com dignidade. O homem é forte. O homem é rocha.

O homem sente dor, e quando deseja, utiliza essa dor para seguir, para crescer, para produzir. Enfrentamos nossas dores, nossos pesares, nossas ilusões com a força que foi dada ao homem (a força de sair de situações, não de forma ilesa, mas de forma honrosa).

O homem tem peito.

Peito para peitar suas fraquezas e para encarar sua realidade. (O homem tem peito para mudar sua realidade se quiser). Peito para suportar o que vier.

Sim, sim, sim...é no peito que dói, é no peito que aperta, mas é a cabeça que sucumbe. (Isso às vezes me preocupa).

A quanto anda a sua cabeça? Afinal, temos peito, mas às vezes, falta serenidade e até um pouco de sanidade.

Dor de verdade é coisa de louco! Coisa de perder a cabeça e de perder a razão.

O homem tem peito mas também tem cabeça...

O peito peita... nem sempre a cabeça aguenta. (Eu tenho medo disso).

Às vezes atropelamos tudo, passamos pelos problemas como uns tratores, o peito bate de frente em tudo, e então, você percebe que é muito pra cabeça. Hora de parar de derrubar obstáculos, hora de organizar os derrubados, de reconhecê-los e de passar por cima, com a mão na consciência, com a cabeça no lugar, com a sanidade mantida, com ciência, consciência... tranquila.

(A dor não é privilégio de poucos, é privilégio de todos. A felicidade não está a disposição de poucos, está a disposição de todos)

(às vezes sou um tratorzinho enfurecido que atropela inclusive meus sentimentos. Minha cabeça sente e o corpo quer padecer. Cuidado, muito cuidado em ser um tratorzinho...)

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Boa noite



O silêncio da madrugada me intriga, horas me comove, horas me inspira e, mais freqüente do que eu gostaria, horas me tira o sono. Obviamente a teoria da relatividade de Einstein faz mais sentido nesse momento porque o tempo não passa como costuma passar. No meio da noite fico perguntando se esse tempo vazio deve ser aproveitado de alguma forma, afinal, a essas horas eu devia estar sonhando. (Qual é a importância dos sonhos? Qual é a importância dos sonhos serem razoáveis em sua construção, em sua altura, em sua lonjura? É permitido exagerar nos sonhos? È permitido não sonhar?) Tento manter os olhos fechados para tentar aproveitar o embalo do sono e continuar nele, mas, isso não acontece. Viro de lado, conto carneirinhos, trevinhos, conto com a piedade dos anjos: -Dêem-me sono!


O que me tira o sono? Fico inquieta, remexo na cama, controlo a respiração e tento, juro que tento controlar meus pensamentos. Fico pensando se minha cama não está direcionada para o ponto cardeal errado (faz sentido?). Penso no colchão, no travesseiro, na janela. Alguma coisa está errada? Tento não pensar em problemas para evitar que a cabecinha pensante queira resolvê-los todos naquele exato momento, mas, é em vão. O tempo realmente parece não passar, o sono parece não chegar e minha cabeça parece que vai explodir. Hoje, especialmente, meu estômago está em ruínas. Num cenário conflitante como este (o desejo de dormir e a imposição em ficar acordada) não me resta dúvidas de que devo acender a luz do quarto. E agora, santíssima paciência? Por onde começo? Banho? Internet? Livro? Televisão? Ou oração?


Em dados espaços vazios como esse eu escolho a oração, a conexão com o divino. Com concentração, sinto meu corpo inteiro vibrar em ondas ultrassônicas, sinto meus batimentos cardíacos e raro, sinto até a circulação sangüínea. Sinto minhas sinapses e tento acalmá-las, tentando pensar menos e sentir mais. Inicio a conexão e permaneço em estado de oração. Momentos únicos como esse são indescritíveis. Estabeleço a conexão e continuo buscando o sono sem desconectar, tentando o sono divino. No entanto, apesar de estar transformando um espaço vazio da madrugada em um sublime momento, hoje o sono não chegou, de jeito nenhum. Então, hoje me dei conta da ironia disso tudo: logo hoje em que o sono não vem mesmo, terminou o horário de verão, e , minha insônia ganhou 1 hora... Boa noite a todos e bons sonhos...

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Culinária para iniciantes


A culinária é uma arte. Dentre muitas artes, uma das mais saborosas. A arte está em transformar o jiló, o quiabo e a dobradinha em um manjar dos deuses ou em valorizar os sabores irresistíveis e evidenciar ricas sutilezas que encantam. A arte está na escolha, na quantidade e na combinação dos temperos. Na dose certa, somos todos cozinheiros. Incumbido de tal responsabilidade há que se esmerar e acertar nas escolhas dos temperos em nossas atitudes, pensamentos e discursos. Acredito que a pimenta não deve ser utilizada quando julgamos o outro em pensamento ou através de palavras, no entanto, generosas pitadas podem (e até devem) ser utilizadas na hora do amorzinho. O sal é indicado nos relacionamentos amorosos, na amizade, nos relacionamentos profissionais, na vida. Uma vida sem sal não traz nada de estimulante, mas cuidado, tudo em exagero não costuma dar certo. O azeite é indicado em situações de constrangimento, em situações delicadas em que se exige tato, e um azeite vai bem para ajudar. Azeite demais não é interessante, pessoas que vivem de excesso de azeite (escorregando aqui e ali) não passam despercebidas não. Gosto do limão ou do vinagre em algumas piadas, piadas ácidas. Cuidado com o humor ácido demais. O açúcar é bem vindo, um doce sorriso, uma doce conversa, uma pessoa doce... Como é bom! O gosto amargo que às vezes sentimos não causa bem estar. Mas doce, bem doce, (tão doce de “doer a garganta”) não tem quem agüente. Uma sobremesa agrada. Um melado? Nem sempre. Há que se pensar nos temperinhos que usamos. Há que se responsabilizar pelos dissabores que causamos. Há que se divertir com os sabores que inventamos.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Eu tenho um plano



Eu tenho um plano: podemos fugir.
Podemos fugir dos olhares maldosos, das palavras não pensadas, do frio e dos pensamentos rancorosos. Podemos fugir da mentira, das histórias mal contadas, dos desentendimentos, das discussões em vão, do calor e das fofocas. Podemos fugir da insegurança, do mal estar, da ressaca, da música ruim, da desonestidade, do medo, dos trovões, das noites mal dormidas, da violência e do excesso de sal. Podemos fugir das saudades, das expectativas, da falta de sorte, da falta de fé, da ignorância, da má digestão, do mal cheiro e da falta de educação. Podemos continuar fugindo e, quando cansarmos de fugir, podemos nos aquietar, nos aconchegar e nos confortar no caloroso e incomparável abraço um do outro. Assim tudo se resolve. Eis meu plano.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Meus amigos estão loucos


Meus amigos estão perdendo cabelo, estão ganhando barriga e algumas ruguinhas aqui e ali. Estão mais preocupados com o colesterol e com dores na coluna. Meus amigos não precisam pedir permissão aos pais para sair mas agora eles não saem porque não têm tempo. Meus amigos trabalham demais. Meus amigos já perderam a conta de quantos casamentos já foram, os batismos são contáveis ainda, velórios já acontecem. Meus amigos encontram-se menos, eles têm mais responsabilidades, alguns já são pais e outros estão planejando. Eles têm lido mais coisas importantes, têm valorizado mais a amizade e a família. Meus amigos sentem falta da infância. Eles têm visto seus pais envelhecerem e têm acompanhado seus pais em consultas médicas. Meus amigos continuam crescendo e descobrindo mistérios da vida. Eles viajam mais, presenteiam mais, preocupam-se mais mas, eles têm menos tempo de demonstrar. Meus amigos sentem dor e só eles sabem o quanto ela dói. Eles têm momentos maravilhosos também e só eles sabem da alegria que eles proporcionam. Meus amigos têm surpreendido mais. Meus amigos estão escrevendo suas histórias para um dia poder contar. Eles querem ter o tempo e a oportunidade para "contar pros netos" suas conquistas, seus erros, tropeços, suas façanhas, suas traquinagens, seus amores, suas histórias... Meus amigos estão na batalha. Eles emocionam-se mais. Meus amigos mudaram algumas idéias, tiveram que rever alguns conceitos e relevar mais. Eles têm mais compaixão. Meus amigos enxergam menos curvas que antigamente, agora eles ouvem mais as risadas. Eles dão mais valor as coisas que não enxergam. Meus amigos têm pensado mais, refletido sobre atitudes e têm odiado mais a solidão. Meus amigos têm amado mais, têm olhado mais para o céu e têm valorizado mais o gosto dos momentos. Eles estão mais vividos e estão um pouco diferentes. Meus amigos colecionam lágrimas de tristeza e de felicidade. Eles desejam mais do que nunca abrir seus corações e sentir o amor na sua forma mais pura. Mas sabe de uma coisa? Isso tudo só acontece com meus amigos... Eles estão loucos.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

PRISCILA




P-R-I-S-C-I-L-A, Priscila. Eu adoro meu nome, foi meu pai quem me deu. Eu não tenho filhos mas já ouvi falar do amor de pai e do amor de mãe e sei que meu nome foi dado com muito amor. Priscila foi um presente.

Uma vez ouvi que Priscila se traduz assim: Peace Rests In Smoothness Calmly Instigating Life Away... Mais um presente... Porque nosso nome, quando evocado, pode ser uma melodia. Nosso nome nos identifica, é nosso. Ouvimos nosso nome o dia inteiro, todos os dias de nossa vida. Prezamos por nosso nome, cuidamos de nosso nome e gostamos de vê-lo limpo. Lutamos para vê-lo no topo das listas boas, lutamos para não vê-lo nas listas ruins. Torcemos para ouvi-lo e às vezes para não ouví-lo... Interessante como nosso nome está em tudo, não é? E é claro que eu gosto do meu nome, gosto quando me chamam, gosto quando me chama... Mas quando eu ouço um sonoro PRISCILA às vezes me assusta, às vezes parece tão grande, afinal Priscila tem 3 sílabas. Quando Priscila é pronunciado parece que meu nome ocupa um tempo maior que o necessário para eu entender que é comigo. Quando ouço Pris... já sei que sou eu, mas depois ainda vem o cila, às vezes desnecessário. Às vezes prefiro Pri, simplesmente Pri. Me chame de Pri, por favor...

sábado, 27 de novembro de 2010

Cinza


Hoje amanheceu nublado, o astro-rei não deu o ar de sua graça, nasceu sem estardalhaços e hoje tudo é cinza. Esses dias sem cor... Dias nublados são os mais solitários e mais doloridos, por isso, me pergunto como evitar o cinza em nossos dias. Por que existem dias cinzas? Momentos cinzas já não bastam? Eu abriria mão desses benditos dias sem cor, sem companhia, sem felicidade, esses dias vazios e cheios de dor. Eu viveria menos para não abrir mão da companhia de minha sombra...onde está minha sombra? Dias sem sol não têm nascer-do-sol, não têm pôr-do-sol, não tem sombras... as coisas são cruas, perdem o brilho, perdem o que ofusca de tanta luz, perdem de ocupar espaço dobrado por aí...abrindo mão de suas sombras, seus reflexos... Dias cinzas não deveriam ter 24h, deveriam ir embora num piscar de olhos... [Cinza só tem graça quando é a cor da camiseta (a dele)]. Dias sem nuances, dias homogêneos, sem esperança. Esses dias nublados de silêncio (que fazem barulhos ensurdecedores) são os dias seguintes dos terremotos, das avalanches, das erupções vulcânicas, das grandes guerras e destruições. Das perdas, das brigas e discussões. Você acorda num dia desses e logo pensa: "Eu não queria estar aqui".
{Curiosidade: Hoje é dia da esposa de Shiva, Parvatti Devi.}

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

I´m supposed to be a rock


Eu só queria ser feliz. Eu tenho tentado, eu acho que tenho... E o meu ceticismo é uma desgraça, uma decepção. Sempre foi uma decepção pra mim esse ceticismo que vem da insegurança e do medo de ser enganada. É uma fraqueza, é mais uma mediocridade minha. E eu sou assim, cheinha de defeitos e de particularidades e, mesmo assim, eu quero ser feliz. Eu queria... às vezes ainda quero ser feliz. Enquanto isso coisas caem sobre minha cabeça e eu fico imaginando que sou uma rocha. Acho que eu devia ser uma rocha... Mesmo tendo sentimentos e sentindo dores, às vezes acho que eu devia ser uma rocha... Eu acho que ainda quero ser feliz, mas e se tudo der errado?? Tudo bem, eu estou aqui pra isso mesmo: suportar as decepções, rir das desilusões, aceitar que as coisas são diferentes do que desejo. Aliás, desejar faz mal pro espírito. Quando desejamos, nos apegamos, e nos condenamos ao sofrimento. Eu acho que eu devia ser uma rocha...mas mesmo não sendo uma rocha...eu tenho desmoronado em conflitos que nao são meus. Prove-me que Deus não existe. Prove-me que a reencarnação não existe. Prove-me que não daríamos certo...

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Qual é a resposta??


Conversando com pessoas certas em horas certas fazemos acontecer verdadeiras dádivas: idéias sensacionais e pensamentos brilhantes que despertam estusiasmos múltiplos. Foi o que aconteceu recentemente comigo. Num dia ensolarado, numa atmosfera amena, entre árvores e passarinhos enlouquecidos conversávamos sobre a presença de Deus nas pessoas, nos momentos e nos destinos. E da conversa resultou alegria e compaixão ao constatar que Deus está em tudo e em todos. Todas as pessoas carregam Deus consigo, então, todas as pessoas são especiais! Partindo daí, temos o dever de respeitar o próximo e de tratá-lo como a nós mesmos, de desejar-lhe o bem, de lamentar suas perdas e de comemorar suas vitórias. Temos o dever com o Deus que mora em nós: Celebrar o Deus que mora nas outras pessoas! Isso é amor de verdade! O amor não se pede, não se implora, não se barganha. O amor vem de graça e vem com entusiasmo! E sabe o que? Quando 2 pessoas celebram seu próprio Deus e o da outra pessoa, o amor é certo, é inevitável, é contagiante, é uma Graça, é uma dádiva, é um encontro de almas, é um presente divino, é um momento escrito por Deus, é uma estrela no céu, é uma centelha de luz, é um acontecimento sublime, é um sentimento puro e inigualável. Hoje, acordei e escrevi num muralzinho em forma de pingüim que tenho na geladeira: "A resposta é: Amor". Minha mãe imediatamente disse: "Está virando hippie minha filha?". Eu sorri e ela disse: "Isso é John Lennon". Rimos juntas.


(Agradeço às pessoas que compartilham comigo suas idéias e pensamentos, que vivem intensamente e que dispensam as coisas superficiais. Em especial, agradeço a minha companhia neste domingo de passarinhos enlouquecidos e de folhas que caíam das árvores num balanço constante.)

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Nossas composições


Somos composições. Isso é certo. Somatórias e subtrações fazem quem somos. A lida na vida nos faz mais doces ou mais amargos. As pessoas que passam por nós (construindo ou destruindo) fazem parte do resultado "final". Somos o resultado de nossos pensamentos a respeito de nossa vivência, somos um pouco de cada, somos todos. Em cada passo empresto idéias e não as devolvo, deixo idéias e não volto buscá-las. Estes empréstimos são interessantíssimos e passam a fazer parte da composição que fazemos de nós mesmos. E aprendemos tanta coisa por onde passamos! E recolhemos tanta esperança nas histórias de vida! E passamos tanta força dos momentos vividos! Eu emprestei de tanta gente!! Emprestei exemplos de serenidade, de honestidade, de equilíbrio, de vontade. Emprestei otimismo, emprestei criatividade, emprestei maneiras de olhar, de abraçar, de tratar. E continuo emprestando. E não pretendo parar. Quero continuar garimpando os pensamentos, descobrindo preciosidades e raridades. Conhecendo jeitos. Isso não muda não! Quer coisa mais única que o jeito? O jeito de falar, de rir, de olhar, de andar! Jeitos não se acabam! Jeitos apaixonam, jeitos eternizam, marcam, dão saudade. Saudades...

Jeitos são insubstituíveis, definitivamente. E isso dói. Dói quando a saudade aperta e o dono do jeitinho está longe, está ausente, está ocupado, desconectado, está off line, ou bloqueado.

Jeitos que não sabemos onde estão, jeitos que já não sabemos mais. Jeitos que dão saudades. Jeitos que não se repetem...

Acho um crime alguém tentar mudar um jeito. Isso não se faz. Só existe uma espécie de cada no mundo, mudar seria extiguir uma delas, um crime. Acredito que pra cada jeito existe, pelo menos, um contemplador...

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Par ou ímpar?


Com meu par de olhos tenho observado que pares de olhos têm me observado. Eles não só observam atentamente, curiosos e ansiosos, esses pares de olhos vigiam, admiram, imaginam, gostam, surpreendem-se, apaixonam-se, deliciam-se com meus tropeços, fascinam-se com meu entusiamo, assustam-se. Assustam-se??? Tenho feito essa pergunta. O que será que impede os pares de olhos de fazer mais que me observar? Será que de minha mente saem muitas idéias mirabolantes? Idéias brilhantes? Será que de meus olhos saem muitas faíscas? E dos meus movimentos sai muito perfume? Da minha vida saem muitas histórias? E da minha boca sai muita risada? Do meu jeito sai muita piada? Muito encanto? Muito espanto? Será que fico melhor sendo ímpar do que par? E por que será que um par de pernas não vem até mim me envolvendo num par de braços, num momento ímpar e não diz (sem rodeios e com convicção): "Daqui não saio nunca mais"? Surpreendo demais? E se eu respondesse: "Nem eu..."???

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Teoria dos Jogos


O Dilema do Prisioneiro é bastante conhecido dentro da Teoria dos Jogos, mais íntimo para quem cursou economia, matemática, informática e afins. Traz algumas reflexões para serem aplicadas em nossas vidas e em nosso comportamento. O dilema é o seguinte: Confiar no outro e fazer o melhor para os dois ou presumir que o outro agirá em causa própria e fazer o mesmo? Para não nos prolongarmos neste debate, adianto que na dúvida as pessoas agem em causa própria, imaginando que a outra fará o mesmo, ou seja, enxergar seus auto-interesses (agir com "egoísmo"). Por que isso acontece? Uma porque, quando a lei da sobrevivência impera, nós humanos estreitamos nossa maneira de ver as coisas, é cada um por si e salve-se quem puder. Outra, porque existe descrença nas pessoas e falta de confiança, principalmente. E o que acontece se 1 agir em causa própria e o outro acreditar, confiar e agir em prol dos 2? Neste caso não estaria acontecendo o Equilíbrio de Nash, que já é papo pra outro dia, mas (havendo o desiquilíbrio) faz com que um dos lados (o esperançoso e crente) sofra por ambos e pegue 10 anos de prisão enquanto o descrente (ou traíra) ganhe a liberdade. Injusto não? Sim! É por mais esse motivo que na dúvida fazemos o que é melhor para nós quando a "coisa aperta". Trazendo isso para os relacionamentos amorosos, fica claro que ou temos 2 crentes (pessoas que acreditam que pode dar certo e agem em prol do casal) , ou temos 2 descrentes ("largando os betes" e "chutando o balde") ou teremos o desequilíbrio (onde um entra de cabeça e o outro sai passando rasteiras antes que leve o tombo que tanto espera). A grosso modo, tudo é um jogo que envolve estratégias. Essas teorias dizem que, quando trazemos isso tudo para nossa realidade, não podemos deixar de levar em conta a experiência que tivemos em outros jogos na vida (jogos em que saímos livres, jogos em que ficamos presos por um longo tempo), e que isso influencia na tomada de decisões a curto prazo. Para seres humanos, subjetivos que somos, não é fácil desvincular uma coisa da outra, o que realmente nos leva a crer que um descrente pode fazer de um crente, um descrente. Desilusão!! Desilusão!! Depois da desilusão as pessoas enxergam o jogo de outra forma, traçam estratégias para defesa, e muitas vezes, aplicam: "o ataque é a melhor defesa". Então, antes que todo mundo acabe no mesmo buraco (o buraco da descrença) e não consiga mais se doar, vai um conselho: Cure suas feridas antes de entrar no jogo novamente, reformule suas idéias, passe a limpo seus erros, perdoe a si mesmo, não se martirize pelos erros dos outros e aprenda a confiar novamente. E, quando entrar no jogo, entre pra ganhar!! Pra ganhar a confiança do outro, pra ganhar um amigo, pra ganhar uma companhia fiel e quem sabe...pra ganhar um amor pra vida toda!!

domingo, 10 de outubro de 2010

Sussurros do coração


Coraçõezinhos saíam dos meus olhos e ficavam ao nosso redor, pairavam no ar, criavam asas e flutuavam. Meus pés saíam do chão e minha cabeça saía do lugar. Meu coração disparava descompassado e desesperado. Musiquinhas embalavam. Todo o meu corpo sorria, sorria e sorria! Eu vibrava por dentro enquanto vibravam as cordas do violão... o ar que respirava era mais puro, a atmosfera era agradável e surreal parecia. Cada abraço era único e sempre será. Companhia constante em todos os sonhos. Mãos dadas pra sempre, almas abraçadas pra sempre. Saudades mesmo na presença. Carinho nas palavras e nos olhares, carinho no pensar, carinho no agir. Suavidade no amar. Cautela no tratar. Sinceridade de verdade. Amor de verdade. Meu coração sussurra: "Inesquecível...Inseparável..."

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Que puxa!


Numa sexta-feira a noite as coisas resolvem aparecer e pior: exigem que eu reflita sobre. Normalmente me lamentaria, então, estou lamentando. Lamento isso acontecer numa sexta-feira, e ainda, a noite... Eu achei que a depressão tinha me vencido, mas não, nao venceu não. O que aconteceu foi que eu (com a intenção de desviar a atenção que a depressão tinha em mim), fingi estar depressiva. Chorei um pouco aqui e um pouco ali, me fechei, evitei pessoas e momentos, mas, foi somente isso, deixei que ela tivesse esta satisfação. Ela teve e tentou me confundir mas eu lembrei que era de brincadeira e parei por ali mesmo. Não me deprimi e ainda assustei a depressão dizendo que ia sair! Então lembrei que não queria saber das tendências de primavera/verão 2011 e que eu não estava preocupada com o meu cabelo, nem tão pouco com a roupa que usarei daqui a 1 mês e meio. Isso me deixou com tédio, baixo astral me lembrando Charlie Brown. Fiquei mais reflexiva ainda. Pensei sobre várias coisas do dia-a-dia e pensei sobre a humildade. Uma baita virtude, não? Relacionei a humildade com o perdão, refletindo que necessitamos de muita humildade para pedir perdão quando erramos. Então seja humilde suficiente para pedir perdão quando estiver errado, e não seja estúpido suficiente pra pedir perdão incessantemente quando você não tem do que se desculpar. Pegue leve, sabe por quê? Porque a vida é leve, o peso somos nós que colocamos. Então, não abrace a depressão, apenas chore um pouquinho e vá saindo de mansinho pois hoje é sexta-feira! Mais um dia onde tudo pode acontecer... Que puxa! (Charlie Brown)


(A primeira tira de Charlie Brown, de Schulz, foi publicada em 02 de outubro de 1950, ou seja, está completando 60 anos)

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

O gosto do agora


Estou bem acordada e com os olhos bem abertos, estou mais que atenta, estou ciente. E neste momento de lucidez eu percebo o gosto das coisas, o verdadeiro gosto. Quando se consegue saborear sem pressa, consegue-se ignorar o tempo e consegue-se driblar a melancolia. A graça das incertezas da vida nos deixam receosos mas nos deixam desejosos de vida. As decepções nos dão certeza de que estamos vivos, estamos inseridos nos cosmos, nos mundos, no todo. Por fazermos parte disso tudo é que estamos expostos a tudo, expostos à vida. Muito está por vir, não apenas dores para ensinar, mas energias boas e fortes que nos fazem vibrar. Como vai ser? Só Deus sabe! E vida é o friozinho que dá na barriga de pensar nisso...

Não estou tão acordada, os olhos estão pesando. Já estou indo dormir, sonhar e despertar para mais um dia de surpresas e de presentinhos! Por enquanto é noite e tudo é silêncio. Mas como a noite é inspiradora! E depois do meu sono será dia e tudo será ruído. Mas como o dia é inspirador! Cada momento tem seu sabor...deguste... e alimente seu apetite pelo hoje...porque é o que ainda pode ser saboreado, é o que já pode ser saboreado...

sábado, 25 de setembro de 2010

Cutuque pra ver!!

Ai ai ai...dá medo de pensar. Você vê a fina flor, num educado vocabulário, desfilando a leveza e a polidez, a sutileza e a elegância em momentos triviais!! Então, você vira as costas e sai a pensar no quão especiais as pessoas podem ser e o pensamento vai longe e satisfaz expectativas (isso!!Bem aquelas que não devem existir!!). E a leveza se mostra mais e mais e os momentos continuam triviais... Então, algum detalhe sai do traçado do trivial e a coisa desanda. Num primeiro momento mantém-se a sutileza e um pouco depois não se sabe onde ela foi parar. O educado vocabulário passa a ser um contido vocabulário, a elegância já se foi há tempos (colocando sua "imagem" de fina flor na corda bamba). As pessoas tem limiares de tolerânica para diversas situações, algumas lidam melhor com algumas coisas e outras lidam melhor com outras. O sangue sobe e perde-se a compostura, mostrando um pouco do que não se costuma mostrar espontaneamente: é o lado obscuro do ser humano, nossas fraquezas (digo nossas porque todo mundo é menos forte em algum momento). O que causa certo receio é o fato de não sabermos o que esperar da fina flor, principalmente quando a colocamos em corda bamba...aí, cutuque pra ver!!

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Pequeno Príncipe


(Sem muita poesia, mas direto e reto)

Uma vez li uma frase de Oscar Wilde que fez muito sentido pra mim e que adotei para meu blog. Diz assim: "O homem pode suportar as desgraças, elas são acidentais e vêm de fora: o que realmente dói, na vida, é sofrer pelas próprias culpas."

Certa vez escrevi um texto "I didn´t ask for that" onde eu explanava nossa impotência diante de alguns acontecimentos da vida. Reparei que ainda não comentei sobre as coisas ruins que acontecem e que são assinadas por nós mesmos. Lendo Oscar Wilde ficou claro pra mim que temos grande responsabilidade (quem sabe plena responsabilidade) quando temos uma situação em nossas mãos e erramos por imprudência, por neglicência ou por imperícia (descrição de "culpa" para quem é do Direito), ou por intensão ("dolo", também para quem é do Direito). Às vezes somos maldosos mesmo, às vezes somos bobos, às vezes estamos perdidos, às vezes pensamos errado e entendemos tudo errado. Porém, ninguém tem nada com isso, você tem que responder por seus atos e arcar com as conseqüências. Se o dano causado envolve sentimento, lembre-se: "Você é eternamente responsável pelo que cativas." (Pequeno Príncipe).

E...Oscar Wilde estava certo: quando somos os autores do estrago...dói muito mais.

(Realmente estou arrependida...independente de qualquer coisa...me desculpa)

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Seres desse mundo


São daqui mesmo! Do planeta Terra, desse mundo! Os seres estranhos e confusos...Seres que nunca têm certeza, que "sempre têm razão" e nem sempre têm noção. Seres que têm orgulho, que têm ego e que têm vergonha. Seres egoístas e inseguros. Seres que manipulam, que julgam, que enganam. Seres Humanos. E vivem machucando uns aos outros, vivem perdendo a compostura diante de seus interesses ameaçados, vivem agredindo quando se pisa no calo. Vivem recuando quando é pra avançar. E esperando quando é pra se dar. Vivem martelando quando é pra esquecer. Vivem e esquecem que o mundo dá voltas. Muitas voltas e quando se vê está justamente onde não se espera. Vivem esquecendo que ocuparão posições variadas no mundo, viverão experiências inesperadas, encontrão situações inusitadas. Vivem esquecendo de dar as mãos, de serem irmãos, de partilhar de verdade. Vivem como se nunca tivessem que olhar para trás, como se nunca tivessem que voltar atrás, como se tivessem o controle de tudo. Vivem trapaceando no jogo da vida buscando desesperadamente a vitória, vivem, mas mal sabem eles que esse jogo não é para ganhar, é apenas para jogar (limpo, pode ser?).

Mais Beijos (apaixonados)

Eu não menti. Um dia tudo aquilo foi verdade, brotou com toda intensidade do meu coração e desejei ardentemente que pudesse tornar-se real. Eu não menti. Eu realmente sonhei acordada e fiz discursos diversos e tão sinceros que até as vírgulas foram posicionadas de forma inadequada só para que as pausas estivessem certas. Eu não menti, eu suspirava de verdade, mas, quando menos esperei, percebi que eu mudei meu ângulo de visão e pude ver como não via. Os discursos foram belos e intensos, mas não servem mais para nada, não fazem mais sentido. Eu não estou mentindo. Hoje meu discurso tem outro destino, e hoje, ele está valendo, ele está vivo no presente e não no passado. Eu falo do hoje (o presente que temos). E é no hoje que meus discursos são reflexos dos meus sentimentos. Meus discursos eu carrego no coração e acabam transformados em palavras escritas e palavras faladas. Palavras. Palavras que nem sempre dizem tudo, muito fica por dizer... Por isso, acho que alguns discursos poderiam ter mais palavras, ter mais vírgulas, ter mais beijos...

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Na contra-mão


Mas eu digo isso porque penso em te querer
mas quando consigo eu revivo um entorpecer
E no mesmo abismo eu me jogo sem perceber
e por conta disso peço abrigo em você
Sei que o sentido do meu grito não achei
mas se ouvir bem estou gritando e não parei
E vai ecoando pelos desertos do mundo
e num segundo eu não tenho mais você
E você por onde anda que nem sei
nem sei se quero saber ou já esqueci
E desisti, e resisti e pulei fora
Do seu circo, seu espetáculo e fui embora
Cansei de rir e espernear minhas verdades
e no final sempre juntar minhas metades
E enjoei de ver reprise toda hora
e não demora pra tudo evaporar
Virar poeira, virar vapor a suposta dor
que carreguei fingindo ser amor
Eu só queria alguém pra conversar
que me dissesse que o tempo não vai voltar
E que insistisse em me cuidar do coração
quando eu quisesse andar na contra-mão

domingo, 12 de setembro de 2010

Máquina do tempo


Se você tivesse que deixar o presente, escolheria o passado ou o futuro? Eis o passado conhecido, vivido e experimentado. Eis o futuro incerto, novo e inédito. Eis as lembranças e as saudades. Eis as esperanças e as expectativas. Eis que, mesmo estando no presente fazemos viagens constantes ao passado e ao futuro para recordar e para sonhar. Às vezes o desejo é que o tempo passe devagar para aproveitarmos os instantes, que passe rápido para curar de uma vez as feridas, que volte para que possamos reviver bons momentos e que pare, para que fiquemos numa cena de encantamento e satisfação eterna. E se pudéssemos mesmo manipular o tempo? E se pudéssemos converter dor em milésimos de segundos e amor em milhares de anos? E se pudéssemos mais do que podemos? Como seria? E se o coração pudesse parar de chorar? E se?? E se fosse, seria. Como não foi, não é, diz a lógica. A lógica é a coisa que menos importa quando o coração chora por não ter o tempo em suas mãos, e é ela que nos dá a resposta. A lógica diz que não se tem outra alternativa senão aceitar o tempo como ele é, e aceitar o que ele faz de nós, conosco e e por nós. Dancemos conforme a música...

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Pedro, onde cê vai eu também vou


Viva os momentos felizes!!! Viva as verdadeiras amizades!! Viva a vida!! Viva!! Isso sim faz sentido, o sentido que esperamos encontrar em tudo: a vida é pra ser vivida (com um verdadeiro sorriso no rosto). Insisto muito nisso, sempre, porque eu acredito nisso e desejo isso. A vida tem me presenteado com pessoas do bem, com momentos inesquecíveis e eu não canso de dizer: "Eu quero sempre mais! Eu quero sempre mais!" (Ira e Pitty). E quando temos alguns adventos que nos tentam colocar pra baixo e que nos fazem sentir dor, lembro de Carlos Drummond de Andrade: "A dor é inevitável, o sofrimento é opcional", e assim, minha força interna grita e se manifesta dizendo: "Essa noite não, essa noite não!!" (Lobão) Não, não, não, essa noite nada e ninguém vai tirar meu sorriso do rosto! E se você for amargo, viver de mentiras, não respeitar as pessoas, e continuar se enganando e me enganando, até Fábio Jr tem a resposta: "Mas que bobagem, já é hora de crescer!". Mas se você insiste, eu terei que te dar a indiferença, como diz um amigo meu, JPA: "o oposto do amor não é o ódio, é a indiferença", então, eu não vou te odiar, não odeio ninguém, nem mesmo meus inimigos. Esses são os desafios diários, já disse Sócrates: "Uma vida sem desafios não vale a pena ser vivida". Infortúnios..."Ai que infortúnio", diria Funérea (De Fudêncio e seus Amigos) a respeito dos atrapalhos na vida, mas tudo bem, acontece. O que importa são os amigos e os momentos felizes. "O que importa é dar risada!" (eu mesma), pois, uma hora ou outra eu poderei dizer: "Eu vou mandar berrar o dia inteiro que você é: O Meu Máximo Denominador Comum!" (Raulzito).

(Obrigada amigos queridos!)

domingo, 29 de agosto de 2010

Jesus te ama


Você já pediu a ajuda Dele? Já entregou sua vida nas mãos Dele? A força divina...a presença divina...não existe nada igual. Essa força nos orienta e nos conforta diariamente, mas, em alguns momentos ela se faz mais presente, principalmente quando você busca verdadeiramente por ela. Aqui, registro então, minha intimidade: Algumas questões na minha vida vinham me deixando dúvidas, vinham me perturbando de certa forma e me tirando o sossego. Pedi a Deus que me mostrasse o caminho e para que as coisas ficassem mais claras para mim. Deixei nas mãos Dele e fiquei atenta ao sinal. Hoje saí para andar e refletir sobre isso tudo. Pensei, tentei achar respostas, me perguntei se eu estava ouvindo Seus sinais da maneira correta. Foi então que fixei meu pensamento no que achei ser o certo e pensei: "Meu Deus, cheguei a conclusão certa? Me dá um sinal para que a dúvida saia de mim". Andei alguns metros e então, vi um rapaz que passaria por mim nos próximos segundos. Ele olhou pra mim e disse (com uma voz suave): "Jesus te ama". Após dizer isso tocou meu braço (com a mesma suavidade da voz) com seu dedo indicador e foi embora. Parei. Olhei pra trás e fiquei observando ele indo embora sem olhar pra trás. Não sei com que freqüência esse rapaz faz isso, quem sabe ele faça isso todos os dias, mas, pra mim isso foi único, foi incrível. Senti uma energia muito boa naquele momento, uma felicidade me invadiu e eu sorri chorando. Foi algo tão extraordinário que a sensação que tive foi de que eu podia viver aquele momento eternamente, sem sair dele. Ali, tive a constatação de que eu não estava sozinha, Ele está comigo o tempo todo e me responde quando eu pergunto. Fui embora pensando em uma coisa que um amigo me disse esses dias: "Às vezes Deus usa as pessoas para se comunicar com a gente!"
FOTO: Na feira do Largo da Ordem.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Adeus e volte sempre


Na vida, diariamente acontecem perdas e separações. Inevitavelmente temos que abrir mão de coisas em lugar de outras. Perdemos a convivência com pessoas queridas e com pessoas não tão queridas mas ímpares, pessoas-figuras, pessoas que como diria um amigo meu: figurinhas brilhantes, aquelas difíceis de encontrar. E a vida segue, cada um segue seu caminho, e coisas acontecem. Interessante quando percebemos que essas idas e vindas, essas despedidas e essas chegadas mexem com a gente. Mexe muito mais com quem se envolve de verdade, gosta de verdade, conhece e se deixa conhecer. E por mais que estejamos rodeados de pessoas queridas, amadas e especiais, por mais que não estejamos sozinhos, a verdade é que é cada um por si. Um dia o acaso (se é que existe) nos afasta, nos move, nos transporta pra outro lugar, com outras pessoas, outros acontecimentos. São despedidas, são boas-vindas, tudo novamente. Ciclos da vida, momentos únicos e detalhes que jamais pensaríamos que nos viriam na mente em forma de saudade. Cada dia, por mais "normal" e comum que possa ser, é um pedacinho da nossa história, é onde deixamos nossas marcas boas ou ruins, é onde podemos deixar saudades. E as coisas passam, a vida passa e pessoas passam por ela. E é tão boa essa interação com o outro, esse aprendizado, a descontração. Agradeço por não ter coração leviano, por ser toda sentimento, pelo envolvimento, por conseguir me entregar, por conseguir extrair, por conseguir me doar. O Adeus é mais dolorido quando se é assim, porém, agradeço a sensação de gostar, o motivo pra ter saudade, a intimidade que compartilhei, as histórias que ouvi e que contei, tudo que aprendi e que ensinei, os presentes que recebi e que dei, as emoções que presenciei, os sentimentos que demonstrei, as verdades que falei, as lágrimas que não segurei, os riscos que corri, as vezes que acertei, e mesmo as vezes que não acertei mas que fiz o que pude para isso. E agradeço a minha sensibilidade em entender nossas imperfeições sem me prender a elas, agradeço aceitar as pessoas e com elas rir do que tem graça, chorar pelo triste e ignorar o que não serve para nada. E agradeço você ter passado por minha vida e por eu ter passado pela sua. Hoje digo Adeus ao que se vai, digo Seja Bem-vindo ao novo, digo Volte Sempre ao que vale a pena ser repetido. Digo Vai com Deus ao que deve ir sem olhar pra trás, e não digo nada quando não se pode mais dizer...

domingo, 22 de agosto de 2010

Viagem olfática


Hummm, que cheiro é esse? É cheiro da costela de domingo. De muitos domingos há anos. Das macarronadas de domingo que minha vó fazia. Da família falando alto, todos ao mesmo tempo. E quando lembro do cheiro da macarronada lembro também do cheiro da minha vó, da casa dela, do cuque de amora, do pé de amora que eu subia para colher frutinhas! E quando lembro de frutinhas, lembro do cheiro de morango com nata. Esse cheiro me lembra uma pessoa especial, muito especial. Nossa! E agora me lembrei do cheiro do shampu dos seus cabelos, e do cheiro do amaciante da sua roupa misturado ao seu perfume e ao cheiro da sua pele. Cheiros de peles. Os cheiros das pessoas, da minha mãe, do meu pai, da minha irmã, dos meus amigos. Os cheiros que nos levam longe e nos fazem viajar. O cheirinho do bebê, do animalzinho de estimação, cheirinho do travesseiro, do pescoço, da roupa, cheirinho de limpeza, de frescor, cheiro de comidinha feita em casa. Os cheiros nos transportam até nossas lembranças mais distantes, em que quase nada se recorda, mas o cheiro...o cheiro fica impresso em nosso ser, gravado em nossa memória, arrico dizer, pra sempre. Cheiros bons e ruins, agradáveis ou não, todos eles nos trazem imagens, flashes, insights, pessoas, sentimentos e saudades. O passado sempre traz saudades, a infância, as pessoas que se foram, as que desapareceram, as que só passaram rapidamente. Os rostos, os momentos, os choros, os suspiros, os cheiros...

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Titãs: É preciso saber viver


Eu cresci acreditando nas pessoas e em tudo que via. Eu dizia: “Mas pai, estava escrito!” E meu pai dizia: “O papel aceita tudo”. Eu dizia: “Mas ele falou pai”. Meu pai dizia: “As pessoas não falam a verdade sempre”. E a vida foi ficando incerta. O que era real neste mundo? Eu já não sabia. No começo foi difícil, hoje está terrivelmente difícil. Está difícil entender que ninguém é de ninguém, que as palavras são jogadas ao vento, que os atos não são mais vigiados. Essa confusão toda se chama vida. Essa vida é a nossa realidade. Essa realidade não é nada fácil. Eu tenho medo por não entender da arte de viver, por saber que as coisas são como são, que além de não conseguirmos mudá-las temos que conseguir captar bem sua essência para entendê-las. Que isso cansa e às vezes desanima. Que tudo está em constante mudança e que estamos cada vez mais longe de entender. Ao mesmo tempo, aí está o sentido da vida: saber viver e conseguir se encontrar no meio dos apocalipses diários. Ser feliz com o que se tem, buscar o que se quer, não se iludir, ter sensibilidade para escolher o caminho e não se desesperar nas dificuldades. Então, você tem que ser suficiente para você. Você deve ser sua melhor companhia. Você deve ser seu fã. Um novo desafio: Localizar-se no mundo, conhecer-se e preencher-se de si mesmo. Esta última julgo ser a mais difícil. Nossos espaços são ocupados freqüentemente pelos outros, por projeções que fazemos, por necessidades que criamos. E eu me olho e me vejo como um tear, um crochê, um tricô, um bordado. Fico entrelaçada, confundida, misturada comigo e com os outros que preenchem meus vazios. Se eu espero e não vem, o buraco aparece, e torna-se o foco de tudo. O tricô começa a se desmanchar. Vejo que se não tenho o que espero, o meu eu se desfaz junto com todo o resto. Por quê? Porque me misturei demais. Porque não consigo mais distiguir entre eu e os outros, entre eu e você. Porque tenho jogado nos outros minhas expectativas, minhas vontades, meus sonhos, minha vida. A vida que é tudo que temos, eu tenho entregue aos outros, na esperança que eles me façam feliz. Isso acontece porque é mais fácil culpar os outros por nossa infelicidade e nosso fracasso. Porque se não fomos felizes, isso já é triste demais para somar ao fato de sermos os culpados disso.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Extra Extra!!


Deu no Jornal da Manhã: "Doença da Idade da Pedra, não contagiosa e ainda sem cura intriga cientistas e não-cientistas." A doença tem como principal sinal o coração partido e como principal sintoma sensação de "batata na garganta". As estatísticas dizem que todas as pessoas já sofreram ou sofrerão desse mal pelo menos uma vez na vida e que todos carregam o agente causador consigo. Apesar de ter sido identificada nos primórdios, essa doença é uma incógnita nos dias atuais, pois acomete em larga escala, causa dor intensa e não é contagiosa. Os casos acontecem isoladamente e a cura é individual também. Algumas vítimas apresentam cura rápida (alguns minutos), porém outras chegam a levar a vida toda tentando curar-se. Intrigante também é o fato de que pode causar seqüelas ou não, independente do sexo e da quantidade de envolvimento com o agente causador. Nem sempre o agente causador sabe a dor que causou. Muitas pessoas já buscaram entender essa doença, mas as pessoas que mais se dedicaram a debater esse tema foram e são os filósofos e os poetas, que até hoje surpreendem-se com os sinais e sintomas e com o mistério de contagiar-se pela paixão e pelo amor sem intenção alguma. Muitas pessoas reincidentes dizem que o melhor remédio é o tempo, outras dizem que é abrir o coração a oportunidades. Por fim, conclui-se que não existe forma de prevenir e nem de remediar, e infelizmente deve ser dito: Você está susceptível.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

O mesmo vestido


E foi lindo aquele tempo em que as coisas costumavam ser de verdade, em que as palavras eram puras e transparentes. Em que usei o vestido com alças de pedras e de noite demos risadas juntos. Em que o abraço era um encontro de almas e uma troca de energias de amor, simplesmente. Em que estar junto significava muito mais do que distância física. Em que o respeito era a base e era natural.
E foi triste quando os sons das risadas daquela noite e de todas as outras passaram a existir só na memória e quando os abraços passaram a existir só na imaginação, e o calor só no coração.
E foi ruim encontrar outras risadas, risadas maldosas, outros abraços, abraços gelados, outras palavras, palavras traiçoeiras. Em que o respeito foi esquecido, em que eu usava o mesmo vestido de alças de pedras...

A vida é pra valer




A cada novo episódio de nossa vida nós encontramos motivos para tudo: pra recordar, pra rir e pra chorar, e, se possível, motivo para ter valido a pena nem que seja pela lição aprendida. "Tudo vale a pena se a alma não é pequena", não é mesmo Fernando Pessoa? Quem sabe seja por aí: "se a alma não é pequena". Nem tudo na vida vale a pena. Engana-se aquele que diz sempre preferir arrepender-se de ter feito do que de não ter feito. O melhor é saber o que se quer e não sair se atirando em qualquer situação. Há momentos que se deve parar e às vezes recuar. Há momento de dizer Não. E, há momentos de se enxergar de verdade para poder sentir o que realmente vale a pena nessa vida. O que não vale é adaptar-se o tempo todo, é sujeitar-se o tempo todo, é comercializar-se. Essa vida não é de brincadeira, é pra valer, é pra valer a pena. Quando se percebe que alguma coisa está em desacordo é porque você não se inclui. E sabe de uma coisa? Não é preciso incluir-se em tudo. É justo que se discorde e que não queira adaptar-se por necessidade de inclusão. Ainda é preferível ter um sono tranqüilo e solitário do que um perturbado sono coletivo. Não é necessário contentar-se e agir a contra gosto. Se pra alguns funciona assim, ótimo, pra outros não funciona não. Pra que se contentar com pouco? Pra que se contentar com coisas erradas? Não tem mais jeito? Então é melhor estagnar-se, recusar-se. "Reivindique o céu - ele é seu." OSHO

terça-feira, 3 de agosto de 2010

"Euzinho"


Olhei pra dentro e vi um serzinho saltitante, que dizia: "Eu estou aqui!! Eu quero sair!!" E eu sabia que existia alguém ali porque eu ouvia uma voz que falava comigo todos os dias. Eu sabia que era um ser sutil porque nem sempre eu tinha certeza se ele tinha falado ou não. Um ser discreto mas firme, surgia em todos os momentos, principalmente nos momentos de maior conflito. Tenho que admitir que é um ser sereno mas que já perdeu a cabeça algumas vezes e gritou comigo. Ninguém pode ouvir porque ele não fala com a boca e eu não ouço com o ouvido, ele vive dentro de mim. Muitas vezes eu o ignoro e quando eu faço isso ele fica tão desesperado que fica se debatendo e me sinto desconfortável, com a sensação de que algo não está certo. Realmente não está, desrespeitei a minha vontade, a minha intuição, a minha sensação interna. Esse serzinho mora lá no fundo, escondidinho e você percebe que ele existe quando sente lá no fundo que não deve fazer alguma coisa ou que deve fazê-la. Que deve prosseguir num relacionamento ou não, que deve fechar um negócio ou não. É a nossa voz interna, o nosso "euzinho" que nos dá dicas e nos descreve a nós mesmos. Ele sente tudo e nos passa um relatório do que nos faz bem e o que nos faz mal, e pede gentilmente que não nos desrespeitamos e que façamos apenas o que nos traz tranqüilidade e que esteja de acordo com nossas convicções. E que esperneia quando nos vê a beira do abismo e nós sabemos disso. Às vezes ele pede pra sair porque nós o asfixiamos para que pare de falar e dizemos: "Eu sei que não vai dar certo e que eu não devia, mas..." Você acaba de ignorar seu "Euzinho" e sabe que ele tem razão na maioria das vezes. Conclusão: Você está correndo de encontro a um muro, vai quebrar a cara e sabe disso. Boa sorte nos curativos!!

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Robozinho Humano


Essa é uma espécie humana interessante: os robozinhos (maquininhas de realizar). Essa espécie programa antes de realizar, planeja antes de fazer e decide até o que sentir. Essas maquininhas de fazer acontecer estão espalhadas por aí executando suas tarefas. Robôs são assim, eles são programados e em seguida executam o que estiver no programa. Por quê? Porque são máquinas, apenas fazem. Os robozinhos humanos são parecidos, com algumas diferenças e particularidades. Eles são seus próprios programadores, eles mesmos planejam e montam o programa. O que se percebe é que como eles mesmos terão que executar, o programa é um tanto falho, é montado de acordo com a conveniência, vontades pessoais e fraquezas, afinal são robôs HUMANOS. Além do programa não ser perfeito, durante a execução algumas coisas não saem de acordo por terem dificuldades em não se envolver na missão. Robôs só executam seus programas e em seguida são programados novamente sem problemas. As maquininhas humanas acabam tropeçando em algumas coisas, sentem necessidade de mudar o programa no meio da execução e bagunçam todo o previsto. Como esses robôs têm sentimentos, por mais que neguem ou que fujam deles, acabam tornando a coisa toda um pouco humana, um pouco envolvente, um pouco sofrida, um pouco agradável, um pouco lamentável, um pouco recordável. Mesmo quando eles conseguem executar seus programas exatamente como previsto, eles se envolvem de alguma maneira, e deixam de ser a mesma máquina. Novamente se programam, mas agora com uma carga diferente, um programa modificado para corrigir possíveis envolvimentos. E executam novamente, chegando cada vez mais próximos de um robô de verdade (aparentemente), e se distanciando cada vez mais do seu EU, de seus sentimentos e de sua satisfação como pessoa, como pessoa humana. Esses robôs humanos acabam sofrendo em uma missão ou outra, o que geralmente não está no programa e isso assusta, surpreende. Não estão preparados para surpresas porque o programa é um pacote fechado, com início, meio e fim, e não algo que pode ser "contornado" e mudado durante a execução. O que os robôs humanos fazem quando isso acontece? Abortam a missão. Não sabem como lidar com detalhes inesperados, com coisas grandes e com envolvimento. Não sabem lidar com superação, com sentimentos e não sabem lidar consigo mesmo.

Como tenho tanta certeza disso tudo? É humanamente impossível ser um "robô". Oras bolas, porque estamos falando de uma espécie mais racional, mas uma espécie humana! Nesses existe o subconsciente e o inconsciente, e isso faz muita diferença! A maneira de lidar com suas fraquezas é planejar tudo antes, assim, não tem erro, não é mesmo? Não é mesmo. Às vezes dá certo, mas nem sempre será assim porque humanos cansam de executar simplesmente, é muito previsível, chato e sem graça. Os robôs robôs não têm esse inconveniente porque eles não sentem, não percebem, não questionam. Um dia, o robô humano se questiona e sentem vontade de sentir. Ou um dia ele sente, e sente vontade de fugir. Robôs humanos não têm coração de lata e nem "nervos de aço". Missão abortada, carga exigida: demasiada.
FOTO: eu e o robô, hidrelétrica em Foz

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Sorria, você está sendo gentil


Ganhar um sorriso!! Como é agradável, como é confortante isso! Nem todo mundo está sorrindo hoje, cada um com seus motivos, como vamos saber? Mas pode ser que o sorriso não saia por falta de incentivo e não por falta de vontade. Quando uma pessoa está no seu mundinho, fazendo suas tarefas e transmite aspereza (ou apenas seriedade, falta de alegria quem sabe) você tem a chance de doar um pouco do seu sorriso. É aquela história: quem tem motivos para rir à toa deve sair rindo à toa mesmo, distribuindo e dividindo sua alegria. Quem está feliz não cansa de rir e o riso não acaba. Porém, quem não tem tantos motivos para sorrir e recebe um sorriso de graça, sem intenções, apenas com a intenção de saudar um irmão, ganha instantaneamente um sorriso no rosto. Esse sorriso pode ser que estivesse preso apenas esperando uma oportunidade de sair, e então você conseguiu arrancá-lo. E junto com um sorriso podem vir palavras e gargalhadas, puras e ingênuas, que acontecem simplesmente naturalmente. Sabe o que mais? Isso pode mudar o dia de alguém, e dependendo do momento...pode até mudar a vida. Não economize sorrisos e respeito pelo próximo. A alegria de um sorriso não tem cor, idade, classe social e escolaridade. Um sorriso espontâneo e desinteressado é um presente. Isso também é doação e uma espécie de caridade. Dê um pouco de si sorrindo e verá que não dói nada.
FOTO: emprestada da net